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O Power Camp idealizado por quatro mulheres incríveis do cenário de Teamfight Tactics, que estão trazendo uma grande oportunidade para as mulheres que amam formar uma comp!

O torneio feminino já tem data marcada para os dias 05 e 06 de Dezembro, com a premiação para as primeiras oito colocadas que receberão uma porcentagem de todos os donates recebidos até o dia 4 de dezembro. Além delas, as meninas Babii, Laupinha, Mari Coelho e Sahtella, vão se intercalar e participar da apresentação como apresentadora, caster e comentarista. Além dessas maravilhosas, a presença ilustre de Slooper – o 3º melhor jogador de TFT do mundo e a pessoa com mais influência e alcance do cenário no Brasil! 

Para participar do campeonato e para mais informações acesse o canal do discord do Power Camp. A transmissão oficial da primeira edição será no canal do Slooper na plataforma roxinha. 

Vamos conhecer como as minas deram vida ao Power Camp?

Power Camp

 

Milena “MissSherlockH”  Rezende: 25 anos, mãe de um neném de quase 3 meses e a idealizadora do Power Camp! Sua história com TFT começou após o início da pandemia… Vivendo a gravidez e o isolamento social, se apaixonou pelo jogo. Também foi na comunidade do Zadust que conheceu as outras organizadoras do Power Camp, o que a incentivou a participar de torneios e acreditou muito no seu potencial. Sua vontade desde o início era ser streamer, teve a oportunidade de ter o seu primeiro contato com o Slooper por conta do EAD que ele faz para os subs do seu canal. Acabou não só aprendendo sobre o jogo, mas ganhando um parceiro para sua vida, sendo ele hoje, o seu noivo. Teve seu primeiro contato competitivo no torneio Os Renegados da Equipe Rubi. Fora dos e-sports, é DJ, Produtora Cultural e dona da loja virtual FashionTuli.

Power Camp

Nathália “nmiolo” Miolo: 24 anos, está no cenário de TFT a mais de um ano e acredita que está ao mesmo tempo no cenário feminino, pois sempre esteve incentivando meninas a competirem, inclusive a Carol e a Milena que começaram a jogar torneios por suas conversas. Inserida pelo cenário gamer desde os 2 anos de idade, passou por diversas comunidades de games onlines e single players. No cenário competitivo, atualmente é Staff de TFT pela Blake Games  – plataforma de torneios para o público BR, NA, EUW  e TR, responsáveis pelos torneios mais bem premiados de TFT do Brasil (mais que as próprias classificatórias da RIOT). Dona da Equipe Rubi, equipe especializada em realizar torneios de TFT para organizações, streamers e criadores de conteúdo. Também é responsável por toda a comunicação da Blake Games. Fora do cenário de TFT, é publicitária, especialista em Mídias Digitais Sociais, e ainda tem tempo para a Gatto Publicità, sua agência de Publicidade Digital.

Power Camp

Carol “CFerreguetti” Ferreguetti: 24 anos, e se considera recente no mundo gamer. Entrou nesse universo por influência do seu noivo que é lolzeiro e por causa do flamengo, quando ingressou no cenário de esports. Começou assistindo streams de lol e aos poucos ganhou confiança para começar a jogar, foi quando descobriu o TFT e quis se aprofundar cada vez mais, chegando ao Tier Mestre. Foi na live do Zadust, que conheceu pessoas incríveis e suas parceiras de Power Camp, Nath, Milena e Alice. Também jogou Valorant, mas o seu amor mesmo foi por TFT. Através da Nath, foi convidada para participar da organização de campeonatos como qualify do Pro Legends da Gamers Club. Atualmente é Staff da Equipe Rubi, participa e modera alguns torneios. Por fora do mundo gamer, é estudante de Arquitetura e Urbanismo pela UFRJ.

 

 

Power CAmp

Alice “Peixinhahh” Rodrigues: 29 anos e gamer desde 2002, sua história começou com Tibia, e de lá para cá se encantou pelo mundo dos jogos onlines. Bem antes disso, já era viciada no seu Mega Drive desde criancinha. Começou no lol em 2014, amando o jogo, mas detestando a comunidade tóxica! Viu no TFT um acolhimento mais amigável e se apaixonou pelo cenário. No começo desse ano entrou na peneira do Time High Rollers, mas infelizmente não tinha tempo para se preparar e acabou perdendo uma das vagas. No início da pandemia, recebeu o convite para ser Staff do time e foi onde obteve muito conhecimento e experiência para continuar no cenário. Trabalhou na realização do primeiro campeonato com base na leader, e conheceu a Nath! Depois disso, foi convidada para organizar uma das classificatórias brasileiras de TFT, gerenciou a Indiez Cup e ainda foi Manager do time universitário de TFT da INTZ A2E na UFF. Longe do competitivo, trabalha em uma empresa de eventos na área de venda de ingressos, acesso e cashless. Também é formada em Gastronomia pela UFRJ!

 

1. Como surgiu a ideia de organizar um campeonato feminino de TFT?

Milena:  A ideia surgiu no chat do Slooper, na Twitch, quando percebi, por conta de um torneio recém realizado, que poucas mulheres se sentiam confortáveis e confiantes para se inscreverem em torneios. Quando você gosta e cria o hábito de jogar os campeonatos que vão surgindo, é comum lembrar e reconhecer a maioria dos jogadores, porque afinal, são quase sempre as mesmas pessoas. E cada vez que eu ia conhecendo mais a galera através da stream dele, algo que eu sempre soube, mas não tinha parado para refletir, me ocorreu. O cenário é dominado por homens em todos os elos e principalmente na categoria profissional. É muito satisfatório saber que somos uma comunidade unida, e que no TFT, as mulheres se sentem mais confortáveis para usar nicks femininos, porém no cenário competitivo ainda existe essa barreira. O Power Camp veio para mostrar a todas as mulheres que somos potência e temos capacidade para alcançar elos cada vez mais altos. Queremos incentivar a todas, para que estejamos cada vez mais presentes em todos os torneios realizados. Esse espaço também é nosso e vamos ocupá-lo. Competitivo também é lugar de mulher!

 

2. Vocês tiveram medo de não conseguir atingir o número mínimo de meninas para participar? 

Carol: Eu acredito que medo não, talvez uma leve apreensão. Assim que a ideia foi lançada e amadurecida, lançamos uma enquete no Twitter perguntando se as meninas que jogam TFT gostariam de participar de um camp só nosso e foi uma grata surpresa ver que tivemos um engajamento gigante e muitas meninas abraçaram a ideia e isso só nos fortaleceu e nos deu a confiança de que sim, nós iríamos conseguir! Com isso, essa “apreensão” que por hora pudesse ter existido foi substituída por pura animação.

 

3. Qual foi a reação de vocês em ter recebido apoio com os donates para a premiação?

Nathalia: Apesar de sempre termos medo de não dar certo algum plano, nós confiamos na comunidade de TFT e sabíamos desde o início que doações chegariam! Temos pessoas maravilhosas e muito unidas na comunidade, e sempre estamos nos ajudando na forma que cada um pode! Só não tínhamos certeza de valores. Até o momento temos mais de R$1000 em doações, além de 100 dólares em bbtc (blakebitcoin – moeda da BlakeGames) e outras formas de apoio como o treinamento gratuito para as meninas com os profissionais da Topo eSports. Vamos aceitar doações até o dia 04 de dezembro, um dia antes do torneio começar!     

 

4. Como tem sido a organização do campeonato?

Alice: Desde o início contamos com o auxílio de todo o cenário tendo, logo no planejamento, uma doação para a organização e o apoio de muitas mulheres. Como todas nós fazemos parte da Equipe Rubi, já organizamos alguns campeonatos do cenário. Mas esse veio com um “gosto” muito especial, que é fazer um campeonato nosso! Estamos organizando tudo com muito carinho e dedicação! Pra vocês terem ideia, a arte oficial do Camp foi feita ao vivo, contando com sugestões de outras meninas do cenário.

 

5. E qual parte vocês consideram mais difícil da organização?

Alice: Acredito que seja conciliar uma data com o alcance do maior número de mulheres, o tempo necessário para cada rodada e a rotina de cada organizadora e moderação. Para resolver esse ponto, abrimos enquete no twitter, mas a enquete teve um empate técnico, rsrsrs (estou rindo, mas é de nervoso). Tivemos então que refazer a enquete, dessa vez no Discord, onde a grande maioria disse que participaria de qualquer forma e algumas não poderiam se houvessem jogos na sexta. Sendo assim, os jogos serão no primeiro sábado (05) e domingo (06) de Dezembro.

 

6. Vocês sentiram a necessidade de atrair mais visibilidade feminina para o TFT?

Nathalia: Acredito que sentimos a necessidade de acolher mais as meninas para o cenário de TFT. Falando pela minha experiência como organizadora de torneios de TFT, muitas meninas querem competir, mas sentem receio por acharem que não são boas suficiente ou imaginando o que iam pensar sobre suas jogadas durante o torneio. Porém, a competição pode ser algo que faltava para elas se divertirem jogando e se sentirem parte da comunidade, em vez de apenas uma visualizadora. A comunidade de TFT é muito unida e receptiva, então se uma menina se destacar, jogar mais torneios ou querer participar mais da comunidade nas lives, discords e afins, sempre será bem-vinda. O que ainda falta, é elas se sentirem acolhidas por nós que já fazemos parte da comunidade, e seguras de serem quem elas são, independente de elo. Um exemplo disso tudo é a Viic, que começou a jogar torneios a pouco tempo, mas percebeu seu potencial e começou a se dedicar mais. Hoje ela é top20+ do servidor, está sempre pelas lives e participando dos torneios que ela gosta! Queremos que mais “Viics” se descubram, se desafiem e se sintam bem conosco! Com esse torneio, espero que esse sentimento seja transmitido.

 

7. Acreditam que iniciativas como o Power Camp para TFT estão em falta no cenário competitivo?

Carol: Por mais que hoje haja alguns movimentos, campeonatos, organizações voltadas para as mulheres em diversas modalidades do eSport, acredito que sim, ainda faz falta iniciativas como o Power Camp. Recebemos muitas mensagens de meninas que falaram que estão muito felizes com o campeonato, que se sentiram acolhidas e que graças a isso vão ter sua primeira experiência competitiva, então iniciativas como o Power Camp são sobre isso, sobre acolher e fazer com que elas se sintam capazes e se hoje ainda existem meninas que não se sentem assim, seja onde for, significa que ainda não fazemos o suficiente.


Milena: O TFT é um jogo recente e o cenário competitivo não se estabilizou ainda. A comunidade BR tem se unido cada vez mais para que sejamos lembrados e isso é incrível. Porém, é notório como o competitivo é dominado por homens e é por isso que aqui estamos. Queremos incentivar as mulheres para que possamos ocupar cada vez mais esse espaço e se ainda não conseguimos igualar o cenário, não é suficiente.

 

8. Com a nova atualização 10.24 no patch do TFT, vocês acham que irá impactar no campeonato? Podemos esperar composições diferenciadas e surpreendentes?

Alice: Com certeza, muitas meninas começarão a se empenhar mais em aprender o novo patch e achar aquele segredo que pode fazer você virar o jogo. Ter composições que fogem do habitual sempre espantará as adversárias e deixará o público com aquela expectativa de saber até onde aquela mistura de sinergias e itens poderá chegar. Além disso, todas poderão contar com o CTP da Topo, aprendendo com quem já é profissional no cenário. Quem sabe não descobrimos nova(s) Pro Player(s)!

 

9. Qual mensagem vocês podem passar para as meninas que estão querendo entrar no cenário competitivo, não só de TFT, mas do e-sports?

Carol: Meninas, permitam-se ocupar esses espaços! Por mais que comumente associados ao masculino, esse espaço também é de vocês, é nosso! Não apenas como jogadoras, nós podemos jogar, podemos organizar, narrar, aqui por exemplo, está um campeonato idealizado e organizado por mulheres,  porque nós somos capazes, nós temos direito a ocupar esse espaço! Seja protagonista da sua vida e das suas escolhas e nunca se sinta inferior, subjugada por ninguém. Mas sempre se lembrem de que o que realmente faz diferença é a dedicação, experiência e confiança. Dedicação para não desanimar, experiência para saber lidar com as situações causadas pelo jogo ou fora dele (e o Power Camp pode ser o seu primeiro passo) e confiança para NUNCA deixarem que outros definam quem você é, e quando se sentir mal, saiba que existe uma comunidade inteira de braços abertos pra você, porque você é incrível e importante para nós!

 

 

10. Podemos esperar ver vocês promovendo outros campeonatos femininos no e-sports? ♥

Nathalia: Sim! Se tudo der certo, o Power Camp terá muitas edições ainda! E sempre que precisarem, a Equipe Rubi está disponível para concretizar torneios de outras iniciativas.

Alice: Simmmm, até aumentamos a capacidade desse e esperamos que os próximos sejam maiores ainda!!! Com nossas mulheres cada vez mais confiantes e mostrando sua força!

Carol: Com toda certeza!! O Power Camp vai ser lindo demais e com todo esse apoio, certeza que iremos perpetuar esse projeto!

Milena: Estamos fazendo por amor ao jogo, a nossa comunidade e ao cenário. Somos gratas pelo apoio que estamos recebendo e queremos continuar com o projeto por muito tempo! Mulheres no topo! ❤️

 

Não vamos esquecer que as contribuições para donates ainda estão ON até o dia 04 de dezembro, um dia antes do torneio começar! As doações são feitas por chave-pix e paypal ([email protected]), boleto bancário ou PicPay (@Zadust). Todos os QR Code e informações sobre doações está no channel #doações no Discord do torneio.

Power Camp

 

Dá muito orgulho ver estas mulheres voando no cenário competitivo de TFT, né? Vamos dar apoio para a realização do Power Camp, então não deixe de seguir elas nas redes sociais (linkadas na apresentação de cada uma)!

Para conferir outras entrevistas do You Go Girls, acesse aqui.

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