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Overwatch League e a transmissão brasileira

POSTADO POR Lela Neves 19/03/2019

Após sucesso da primeira season de Overwatch League (OWL), este ano os jogos da liga estão com transmissões em português, a segunda temporada vem composta por 20 equipes e podem ser acompanhadas na twitch. As transmissões tiveram início no dia 14 de fevereiro e aqui você encontra tabela e o andamento dos jogos.

Na temporada anterior, o campeonato ficou entre o top 5 mais vistos na Twitch e tem previsto para este ano mais de 580 horas de transmissão. Os 280 confrontos são divididos em 4 fases com 5 semanas onde os jogos se iniciam na quinta-feira e terminam no domingo. Com 5 milhões em prêmios as equipes também disputam as playoffs com cada fase valendo US$500 mil.

Com o competitivo crescendo cada vez mais, aos poucos o Brasil também vai ganhando espaço e atenção para os grandes campeonatos, exemplo disso o jogador brasileiro Renan “Alemão” Moretto que ganhou destaque na Contenders South America e foi contratado pela equipe Boston Uprising onde teve sua estreia nessa season da OWL.

E agora com as transmissões também em português não podemos deixar de falar sobre o time de Casters responsáveis por nos trazer a narração e análises dos jogos.

A equipe é composta por Arthur “Vecet” Rage, Felipe “Tonello”, Guilherme “Demo” Ono, Petar Neto, Thauê “Neves”, e neste meio vemos também Ana “Ana Xisde” Cardoso, a primeira mulher a abrir espaço para a participação feminina no cenário de Overwatch como caster.

Com 24 anos, Ana Xisde vem se destacando como comentarista, com análises precisas e vasto conhecimento do jogo já participou de campeonatos como Overwatch Contenders e Overwatch World Cup, agora a menina de Itu vai mais longe para representar as mulheres na OWL. Todos os jogos estão sendo transmitidos por duplas de casters e Ana, pela primeira vez, faz par com Petar Neto onde sem dúvidas estão sendo uma das duplas mais queridas e animadas das transmissões.

Tivemos uma conversa com ela para saber suas expectativas com o campeonato e o que já rolou até agora:

Como comentarista, quais foram as dificuldades que teve?

“Minha maior dificuldade foi conseguir a primeira oportunidade, já que ninguém me conhecia eu precisei tomar muitos nãos e continuar tentando. Entretanto, no trabalho como comentarista em si também existem algumas dificuldades como ter boa dicção e falar rápido ao mesmo tempo, adaptar-se a cada estilo de narrador que faz dupla, etc.”

O público brasileiro já conhece sua voz e tem grande respeito pelo teu trabalho, quais suas expectativas com a OWL, com relação ao público? Sabemos que muitos brasileiros assistiram a OWL 2018 nas  transmissões gringas, e que esse público geralmente era formado pelas pessoas mais envolvida com o cenário competitivo. Com essa transmissão BR acha que o público pode crescer?

“Aos poucos a transmissão BR da OWL virará rotina na vida do público e minha expectativa é conseguir manter o público entretido, se divertindo, se emocionando e assistindo cada jogo, fidelizando e cativando ainda mais pessoas. E eu acredito que o público cresce sim, pois com as transmissões em português nós podemos alcançar muito mais pessoas, o brasileiro tem seu estilo próprio de narração e humor, além de eliminar a barreira do idioma.”

A Ana do futuro tem pretensões com transmissões internacionais?

“O sonho com certeza existe. Hoje, eu não sei quão possível ele é, porém certamente é uma oportunidade que eu daria tudo para ter.”

 Sabemos que tem que ser pontual nos comentários mas nos bastidores entre os jogos que você acompanhou, tem algum time favorito ou que te impressionou mais?

“Eu gosto de assistir principalmente a evolução das equipes e estratégias novas criadas. Claro que estamos torcendo para a Boston, pela presença do nosso brasileiro Alemão, porém outros times como a Hunters e Atlanta também nos animam bastante, e os melhores, Excelsior e Titans, nos impressionam com sua qualidade de jogo. Entretanto, a coisa que mais me cativa é a emoção, então o primeiro jogo do Alemão, a primeira vitória da Dragons, a primeira vitória do Ado da Justice, entre outros, são os momentos que mais me marcam.”

Tem outras mulheres nos Bastidores da OWL BR?

“Não, até o momento ainda sou a única mulher presente nas transmissões da OWL. Claro que gostaríamos de mais e acredito que isso é apenas questão de tempo, porém até lá espero estar e continuar fazendo um ótimo trabalho para representá-las da melhor forma possível.”

A importância de ter alguém que foi lá e lutou para ganhar espaço nesse meio e vem abrindo portas para que mais mulheres se interessem em mostrar seus conhecimentos nos jogos, nos faz lembrar do quanto somos capazes de ocupar qualquer cenário do e-sports, seja como comentarista, narradora, apresentadora, jogadora, etc, etc.

Daniela Neves, 26 anos, Caster e Streamer, jogadora assídua de Overwatch e apaixonada por tecnologia segue nessa vida a descobrir sobre o que gosta e a fazer tudo que sente vontade.

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