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Juntas Somos Maiores

Esse não é um texto normal de celebração do empoderamento feminino. Hoje deixamos nossa imparcialidade de lado para falar de algo que infelizmente é muito recorrente e um dos principais motivos da união que pregamos em nosso site: essa enorme onda de ódio contra as mulheres quando uma delas ganha algum destaque em qualquer cenário e, nessa ocasião, entre  meio do eSports.

 

Há poucos dias  anunciaram os indicados ao Prêmio eSports Brasil e uma das meninas da nossa equipe foi indicada: Cherna está concorrendo a Melhor Atleta de Rainbow Six: Siege, junto com Nesk, Novys, PSK1, Astro, Zigueira, Cameram4n e Julio. Pensamos muito antes de nos pronunciar sobre isso, pois acabou sendo muito pessoal para todas nós já que somos uma iniciativa que começou a pouco tempo e estamos no processo de adaptação umas com as outras, mas todas nós nos apoiamos, nos ajudamos e de forma alguma queríamos causar mais desconforto nessa situação com tudo que vem acontecendo, porém não poderíamos ignorar, já que esse é um dos principais foco do projeto.

Desde o vídeo que o Prêmio eSports Brasil, onde os comentaristas apenas davam suas especulações de quem seriam os indicados ao prêmio, a Cherna vem recebendo mensagens de ódio porque alguns comentaristas disseram o nome dela como seu top 3 pessoal, e quando ela foi oficialmente indicada como uma das concorrentes, a coisa piorou. A situação é absurda, mas todos os dias as mulheres são humilhadas e xingadas em partidas pelo simples fato de serem mulheres e somos poucos ouvidas, silenciadas e subestimadas, vendo uma onda de machismo destruir tudo por onde passa.

O ódio gratuito sobre a Cherna gerou uma sequências de ofensas tão grande, tão absurda que a mesma preferiu se ausentar das suas redes sociais. Os argumentos dos haters eram coisas como “existem jogadores melhores”, “ela só foi indicada por ser mulher” ou “você está roubando o lugar do jogador tal”, buscando desqualificar a indicação dela por ser mulher, negra e a oprimindo. Nosso desconforto é gigante diante disso tudo, visto que alguns ainda dirão que isso tudo é drama ou “mimimi”, mas o público de eSports precisa parar de diminuir o cenário feminino como se não fosse liga “principal”, pois o comportamento, pois o machismo faz com que as oportunidades para jogadores não sejam nada iguais por causa do sexo de cada.

Está mais do que na hora de pararmos de enxergar as mulheres como inferiores, somos tão capazes quanto os homens, e não é possível que em pleno século 21 ainda tenhamos que lidar com esse tipo de atitude. Estamos cansadas de ouvir falarem que “se as mulheres fossem tão boas, estariam lá” e quando uma finalmente chega lá é acusada de “pagar para ser indicada”, é rebaixada, é humilhada a ponto de ter que desativar suas redes sociais. Precisamos ter mais responsabilidade com nossas palavras e precisamos acima de tudo, respeitar quem quer que seja.

 

Esse é a nossa luta principal, e não estaríamos fazendo direito se não saíssemos em defesa de uma de nós ou de qualquer outra menina que sofra com esse cenário machista. Mulheres podem se destacar, jogos onlines são para todos e tá mais do que na hora de reconhecerem que podemos ser tão boas quantos uns e até melhores do que outros.

 

Girls support your sisters

Fundadora do You Go Girls, apaixonada pela cultura pop/geek e games. Sempre ouvi das pessoas que jogos, vídeo games e afins eram coisas de menino e que por muito tempo acreditei, hoje busco aumentar mais a participação das mulheres nesse cenário, incentivar as mulheres que gostam a se mostrarem e criar mais oportunidades para elas. #JogueComoUmaGarota

Comentário (s)

  • Os machistas adoram falar: “Ahh mas se a mulher é competente, ela chega lá. Não tem essa de machismo”. Como podemos falar de meritocracia, se automaticamente, só por ser mulher, já nos colocam em um patamar mais baixo?? Como vamos provar que somos boas, se automaticamente, não nos dão oportunidade de mostrar?? Eu aposto que esse moleques nunca nem viram uma partida da Cherna. Ela clica demais. Eu fico muito triste vendo essas coisas sabe… Eu passei e passo muito por isso. Eu ouvi coisas medonhas na minha vida mas, mano, a gente tem que manter-se firme pq olha? É difícil!!

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