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Campus Party Brasil e Mulheres na Tecnologia

POSTADO POR Lela Neves 19/02/2019

Campus Party Brasil e Mulheres na Tecnologia

A Campus Party aconteceu nesta última semana entre os dias 12 e 17/02, e estivemos lá para acompanhar de perto este evento que está em sua 12º edição e hoje é considerado o maior evento de tecnologia da América Latina. 

Até pouco tempo atrás as mulheres eram minorias nas áreas da tecnologia, ciência, games, mas este cenário vem mudando e vimos esta realidade de perto na CPBR12, com o tema principal: “Feel the Future”, vimos painéis exclusivos para falar sobre o cenário feminino, cientista palestrando no palco principal do evento, workshop guiado por desenvolvedoras, painel sobre empoderamento feminino na tecnologia que levantou questões sobre como incluir mais mulheres, negros e pessoas LGBTI neste meio, discussão sobre equidade de gênero dentro das empresas e por aí vai.

 Entre os Magistrais do evento estavam: a pesquisadora Joana D’arc Felix, que realizou sua palestra na noite de quarta-feira (13): “Todos São Capazes de Conquistar o Seu Espaço e de Construir o Seu Futuro” contou sua trajetória para se tornar cientista, onde superou barreiras como preconceito, pobreza, fome e falta de estrutura. PHD em Química por Harvard, 103 prémios acumulados na carreira e ‘Pesquisadora do Ano’ no Kurt Politizer de Tecnologia de 2014, a cientista explicou como trabalha hoje com seus alunos fora dos padrões de ensino tradicional e concede bolsas de inicialização científica.

 

 

Sharron Mcpherson, diretora e fundadora do Women in Infrastructure Development & Energy (WINDE), o maior grupo de mulheres em investimentos de infra-estrutura da África. Leciona na Escola de Pós-Graduação em Negócios da Universidade da Cidade do Cabo e pioneira no NEXUS, pensando no desenvolvimento de cidades inteligentes ela também tem sido fundamental no planejamento e desenvolvimento de um projeto inovador de África Smart City 2.0 em Kwa-Zulu Natal, com potencial para beneficiar mais de 3.000 pequenas empresas pertencentes a mulheres.

 

Camila Achutti que também se apresentou no palco Feel the Future, foi eleita uma das 100 líderes do amanhã, participante do Women20 (W20), iniciativa que reúne formadoras de opinião no debate sobre diversidade, inclusão digital e igualdade de gêneros por uma sociedade mais próspera.

Criadora do portal “Mulheres na Computação”, uma das primeiras, mais importantes e influentes iniciativas de inclusão das mulheres no cenário contemporâneo de tecnologia e escolhida pela FORBES como um dos 91 talentos brasileiros abaixo de 30 anos que estão redefinindo a economia do país.

Referência mundial na luta por mais mulheres na tecnologia, Camila trouxe a discussão ao palco sobre a possibilidade de horizontalizar a troca de conhecimento, com o tema “Como diria Einstein: educação é aquilo que fica depois que se esquece tudo que se aprendeu na escola”, levantou questões sobre a desconstrução do poder apenas pelo professor dentro da sala de aula e explicou sobre as conexões entre pessoas, independente da hierarquia imposta pelo modelo tradicional de ensino. Falou sobre o perigo de continuarmos utilizando modelos de outras eras dentro do cenário da educação.  “Na era da informação, estamos nadando contra tudo que a tecnologia traz para a sociedade: transformação”.  

Entre tantos conteúdos incríveis, inúmeros deles foram ministrados por mulheres e temas colocados em pauta como:

  • Empreenda como uma garota!;
  • The future is ELAS – Como abraçar a sua vulnerabilidade e ousar ser quem você é;
  • Empreendedorismo feminino: um caminho para retomar a economia;
  • Mulheres Creators: O Poder do Coletivo;
  • Girl power – mulheres que mudam o mundo;
  • Donas da Tecnologia – Como incentivar e empoderar meninas na ciência;
  • O lugar da mulher é na tecnologia;
  • Como é ser mulher de TI no século XXI?
 

Na área Open (aberta ao público em geral) encontramos a exposição DONAS DA RUA, uma iniciativa de Maurício de Sousa Produções para trabalhar a autoestima das meninas buscando contribuir para a construção de um mundo mais igualitário. No projeto personagens da Turma da Mônica interpretam mulheres que são influência em diversas áreas da tecnologia contando suas histórias.

A descrição do projeto nos faz pensar em como iniciativas deste tipo são necessárias: “Acreditamos que mulheres inspiram meninas. E, quanto mais meninas conhecerem mulheres que fizeram história, mais possibilidades terão de escolha”.

 

 

 E em meio a tanta tecnologia não podíamos deixar de lado a parte de games, no qual foram diversos conteúdos relacionados a área de E-sports como a carreira de um jogador profissional, casters, cenário feminino, o futuro do E-Sports.

 

No palco Arena aconteceu a primeira etapa da liga amadora com os jogos CS:GO, DotA2 e Artifact, como prémio a vaga para o torneio de 2020 e o vencedor do próximo ano vai para a final mundial nos Estados Unidos. Também vimos dupla de Casters feminina narrando jogos e a equipe Santos E-sports que foi o único time feminino a participar da disputa ficando em 2º lugar na  grande final de CS:GO. Depois de tanto conteúdo bacana que vivenciamos nessa semana de CPBR saímos com a sensação de que que cada vez mais ocupamos nosso espaço e ganhamos visibilidade em um meio a áreas que eram predominantemente masculina.

Daniela Neves, 26 anos, Caster e Streamer, jogadora assídua de Overwatch e apaixonada por tecnologia segue nessa vida a descobrir sobre o que gosta e a fazer tudo que sente vontade.

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